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Ambidestria Organizacional: o equilíbrio entre melhoria da operação e exploração de oportunidades

terça-feira, 19 de outubro de 2021 | Coworking
Ambidestria Organizacional: o equilíbrio entre melhoria da operação e exploração de oportunidades

No cenário atual, independentemente do seu segmento de atuação, garantir a continuidade do negócio e, ao mesmo tempo, manter o olhar nos horizontes de inovação é uma habilidade que precisa ser desenvolvida por todos nós.

Essa capacidade de balancear iniciativas e esforços para sustentação operacional do negócio (presente) na mesma medida que olha e se prepara para os próximos passos (futuro) é chamada de Ambidestria Organizacional.

Gostei do termo porque ele é autoexplicativo. Alguém ambidestro não é apenas destro ou apenas canhoto. Há um equilíbrio, um balanço, uma equidade. E achei pertinente para explicar como empresas que se conectam com inovação precisam conseguir estabelecer esses dois focos de atuação simultâneos (aprimorar o agora e aproveitar o futuro) pela sustentação do negócio.

Ainda existem muitas empresas que se preocupam mais (ou quase unicamente) e concentram energias em estratégias que geram resultado para o momento atual. Para fazer uma boa gestão da inovação, é preciso saber como aumentar a eficiência de seu negócio também no futuro. 

Ambidestria organizacional é conseguir integrar objetivos de curto e longo prazo de forma harmônica. 

Vamos a um exemplo prático? 

A Amazon, que era um e-commerce apenas de ebooks, hoje vende produtos de todos os nichos. De forma incremental, a gigante investe simultaneamente em melhorias na estrutura base (e-commerce) e em esforços para exploração de novos empreendimentos.

Equilíbrio entre serviços e negócios que demandam inovação é a base da ambidestria organizacional. 

Para dar mais um exemplo, quando a Apple, ano após ano, lança um novo modelo de celular, além de manter-se atualizada num setor que exige evolução constante (foco no atual), atribui mais valor ao aparelho e, consequentemente, à marca (visão de oportunidades futuras).

Inovação, como sabemos, é uma atitude que envolve certo risco. Da mesma forma, cuidar da base e explorar o futuro são atividades de naturezas distintas que exigem habilidade.

Mas temos um cenário promissor. O mercado global está cada vez mais dinâmico e aberto a novas possibilidades, ou seja, recebe melhor a exploração e inovação radicais. 

Apesar de as ações ambidestras serem das empresas, como eu disse lá no início, demandam esforços de cada indivíduo. Isso porque para alcançar ambidestria organizacional é preciso que internamente as equipes dominem esses processos de planejamento simultâneos.

James March, professor da Universidade de Stanford, no início dos anos 1990 já explorava a importância do balanceamento entre o agora e o futuro.

Ou seja, estamos falando de um conceito que vem em evolução. E por mais que as frentes pareçam opostas, elas são fundamentalmente complementares. 

Vou trazer os três formatos mais comuns para materializar a ambidestria que as empresas adotam, considerando a divisão dos profissionais. São elas:

  • Estrutural: ocorre quando as empresas optam por separar um “setor de inovação” das equipes voltadas a atividades operacionais. Profissionais distintos são coordenados e alinhados pelos líderes para exercerem as atividades ao mesmo tempo, mas de forma coexistente.
  • Cíclica: adota um modelo rotativo entre as atividades com foco operacional e de inovação. Por um tempo, o foco é integralmente na sustentação e melhoria dos processos. Em seguida, em explorar e implementar a inovação. Todos os profissionais atuam nas duas frentes, mas em períodos distintos.
  • Simultânea: quando os dois processos são híbridos, ou seja, todos os profissionais têm um olhar ambidestro, com um pé na operação e outro na inovação. Exige bastante alinhamento e esforço para metrificar os esforços, já que são simultâneos e realizados por todos.

Independentemente do modelo escolhido, o balanceamento é mais que uma aposta, mas sim um caminho para otimizar os resultados e se manter no jogo. A ambidestria organizacional vem para agregar estratégias e tornar a inovação e disrupção parte do processo de qualquer empresa, setor ou profissional.

Afinal, inovar é uma ordem.

Mas como integrar e gerar sinergia para desenvolver esse dinamismo? 

É importante ressaltar que tudo começa pelos valores organizacionais. Promover a inovação começa pela cultura da sua empresa, afinal, só assim as equipes terão clareza sobre o caminho que a organização quer seguir. 

Dica: é preciso promover um modelo de gestão que permita transitar entre os dois mundos a qualquer instante. 

O caminho da transformação passa por ampliar o olhar para além das atividades e compreender as missões para trazer mais valor. 

Para finalizar, aqui vão 3 passos fundamentais para estabelecer a ambidestria organizacional: 

  • Governança: clareza de propósito e senso de direção com processos de decisão bem estabelecidos ajudam a garantir que a priorização dos investimentos seja feita com critérios que equilibrem a sustentação do negócio e a exploração de rotas futuras para a inovação.
  • Mentalidade de aprendizagem: apesar da evolução de métodos e processos, pouco se olha para o desenvolvimento do indivíduo em competências técnicas e comportamentais. O mindset voltado para o autoconhecimento e o autodesenvolvimento contínuos abrem espaço para a inovação.
  • Comece ontem: esforço, foco e planejamento podem tornar rapidamente um profissional ou organização em ambidestra. Quem despertar antes para essa necessidade, sairá na frente em empresas de todos os portes e segmentos.

Avalie seu momento atual e objetivos a curto, médio e longo prazo. Inovar também é uma atitude de intraempreendedorismo e gestão estratégica que parte de cada um. 

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